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Agenzia Lusa – Fundador Santo Egídio inaugura centros tratamento de SIDA em Maputo

Maputo, 15 Jul (Lusa) – O fundador da comunidade italiana de Santo Egíd io, Andrea Riccardi, inaugurou hoje na Matola, arredores de Maputo, um centro de nutrição, denominado "País de Arco-Íris", que dará assistência a 600 crianças ó rfãs por causa da SIDA.

A comunidade de Santo Egídio tem uma ligação antiga a Moçambique, tendo desempenhado um importante papel nos dois anos de negociações entre o governo d a FRELIMO e a RENAMO, que lavaram à assinatura dos acordos de paz, a 04 de Outub ro de 1992, em Roma.
O centro, que começou a operar em 2003, vai tratar crianças até aos 13 anos afectadas pelo vírus da SIDA e dar assistência a mulheres grávidas para evi tar a transmissão vertical da doença, de mãe para filho, durante a gestação.
No mesmo local decorrerão também acções de formação de pessoal sanitári o africano, necessário para tratar de pessoas com SIDA em Moçambique e que també m prestará assistência a crianças com outros problemas de saúde resultantes das precárias condições de higiene nos bairros onde habitam.

A iniciativa enquadra-se no projecto DREAM da comunidade Santo Egídio q ue já formou, em sete cursos de formação pan-africanos, 1.500 profissionais de M oçambique, Malaui, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Angola, Tanzânia, Costa de Marfi m e Quénia.
O "País de Arco-Íris" será animado e gerido por um grupo de activistas do programa DREAM, coadjuvado pelos escuteiros de uma paróquia da Matola.

Hoje, o fundador da comunidade de Santo Egídio inaugurou também um cent ro DREAM para crianças de Maputo, capital moçambicana, que possibilitará testes de diagnóstico e acompanhamento para 1500 crianças infectadas pelo vírus da SIDA .
O programa DREAM da Santo Egídio trata mais de 20 mil pacientes em Moça mbique, incluindo crianças, às quais garante apoio nutricional, social e consult as médicas gratuitas.
Uma nota da comunidade de Santo Egídio divulgada no final da visita de Andrea Riccardi refere que "o centro será dotado de um laboratório de cerca de 3 00 metros quadrados com secções de bioquímica, hematologia, cargas virais, citof luorimetria e teste da resistência viral" da SIDA.

Em declarações aos jornalistas, Riccardi defendeu uma maior intervenção do governo na luta contra a SIDA em Moçambique, sublinhando a necessidade de au mentar a distribuição de anti-retrovirais aos infectados com HIV.
"É necessário que o governo moçambicano aumente o seu empenho face ao e levado índice da doença no país e lute para facilitar o acesso dos seropositivos aos anti-retrovirais", disse Riccardi, que, durante as visitas, fez-se acompanh ar por Maria da Luz Guebuza, mulher do Presidente moçambicano, Armando Guebuza. 
 

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