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Garantir o acesso à água, garantir a vida

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Ter acesso à água potável no mundo e, sobretudo, nos países pobres, significa garantir o direito à saúde. Um direito muitas vezes negado às populações das áreas mais pobres da África.

Na África subsaariana, cerca de um terço da população ainda não tem acesso à água potável; (Programa Conjunto WHO/UNICEF para o fornecimento dos serviços hídricos e de higiene pública (Joint Monitoring Program for Water Supply and Sanitation). WHO/UNESCO (2010). Progress on Sanitation and Drinking-water: 2010 Update. Genebra: WHO press)

Não ter acesso à água potável, significa aumentar o risco de ir ao encontro de doenças gastrointestinais que podem ser graves; basta pensar que 16% da mortalidade infantil global é provocada pela diarreia.

Procurar água para si e para a família é um trabalho, sobretudo para as meninas e as adolescentes, o que as afasta da escola porque para se poderem abastecer deste líquido precioso, é necessário enfrentar, todos os dias, um caminho que pode requerer também várias horas. Dados da UNICEF dizem que a procura da água emprega 40 milhares de milhões de horas por ano, estando 71% das mesmas a cargo de mulheres e de meninas.

Até os habitantes das grandes cidades têm dificuldade em se ligarem às redes de distribuição de água. Além disso, não só é baixo o número de habitantes que desfruta desse serviço, como também o próprio fornecimento de água é esporádico, sobretudo por causa do estado de deterioração dos tubos e da má qualidade do produto.

Como escreveu o Papa Francisco na recente Encíclica ‘Laudato si’ “A água potável e limpa representa uma questão de primordial importância, (…) Um problema particularmente sério é o da qualidade da água disponível para os pobres, que diariamente ceifa muitas vidas. (…) Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado. Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável.”

Por isso, DREAM em Kinshasa, na República Democrática do Congo, há já algum tempo, pôs à disposição gratuitamente a água do poço escavado para abastecer o centro DREAM do bairro de Bibwa, às famílias da zona. É possível deslocar-se todos os dias de manhã ao centro DREAM para aceder à fonte que bombeia a água profunda e segura, graças à dotação tecnológica instalada no centro, e que se tornou num novo serviço também para a população do bairro, onde ainda não há um aqueduto e a água deve ser comprada. Tudo se compra em Kinshasa, até mesmo um copo de água, num País onde durante a maior parte dos meses do ano, faz um grande calor!

Assim, o Centro DREAM no bairro que, desde o início significou o renascimento a uma nova vida, a novas esperanças de desenvolvimento e acesso aos tratamentos gratuitos, assumiu também o significado, com a possibilidade de aceder à água potável, de uma verdadeira “fonte da aldeia” à volta da qual se celebra a alegria da vida.

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