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Category Page: Mozambico

Dedicado a Ana Maria Muhai o novo centro DREAM da Comunidade de Santo Egídio

Grande festa em Matola, perto da capital moçambicana Maputo onde, graças ao Programa DREAM, abriu as portas um novo centro especializado na prevenção da transmissão materno-infantil da infecção por HIV e para o tratamento das crianças seropositivas. O centro foi dedicado a Ana Maria Muhai, primeira activista do programa DREAM, que também foi a primeira mulher no país a ter publicamente declarado a sua seropositividade, como testemunho e encorajamento para todos os doentes moçambicanos, para que todos pudessem receber os tratamentos apropriados.

A inauguração realizou-se na presença da vice-ministro da Saúde moçambicana, dos representantes do mundo diplomático, do empreendedorismo moçambicano e dos doadores que contribuíram para a realização do centro; presentes também muitos activistas de DREAM e pacientes em tratamento no Programa.

O novo edifício surge diante do Centro de Saúde de Matola 2, num terreno posto à disposição pela congregação das Filhas da Caridade que há mais de dez anos colaboram com o programa DREAM na luta contra o HIV/SIDA, não só em Moçambique, mas também em muitos outros países africanos.

A Comunidade de Santo Egídio gere o programa DREAM dentro do centro de saúde de Matola 2 desde 2002, quando aviou – a primeira no país – o programa de prevenção da transmissão vertical do HIV utilizando a triterapia durante a gravidez, o parto e a amamentação. Esta abordagem preventiva foi capaz de reduzir as taxas de transmissão da infecção ao recém-nascido a 2% (de cerca de 40% sem nenhuma intervenção). Além disso, a terapia anti-retroviral reduziu drasticamente a mortalidade materna, que nas mulheres HIV+ positivas é particularmente elevada.

O Programa tem trabalhado ao longo destes anos nos espaços do Centro de Saúde de Matola 2, chegando a assistir cerca de 2000 mulheres HIV+ por ano; até hoje, com DREAM, são mais de 4600 as crianças que nasceram saudáveis de mulheres HIV positivas no Centro de Matola 2.

A prevenção materno-infantil por HIV é considerada uma prioridade em Moçambique, como foi realçado pelo Ministério da Saúde no Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA 2010-2014 (PEN 2010-2014). Os desafios identificados são muitos, em particular, ligados ao acesso insuficiente à terapia anti-retroviral para as mulheres grávidas e à escassez dos serviços de prevenção da transmissão materno-infantil no território. Em Julho de 2011, a Comunidade de Santo Egídio assinou um acordo com o Ministério da Saúde moçambicano onde se evidenciam os esforços efectuados por DREAM no campo da prevenção vertical e da difusão da triterapia e se encoraja o alargamento das actividades numa óptica de integração e suporte ao Sistema de Saúde Nacional.

Devido ao número cada vez mais crescente de pacientes que solicitam assistência e à falta de espaços disponíveis dentro do Centro de Saúde existente, sentiu-se a necessidade de se construir uma nova infra-estrutura que surge perto da entrada da maternidade permitindo, assim, um serviço melhor para as mulheres grávidas. O centro é formado por três blocos onde estarão disponíveis vários serviços: teste e aconselhamento, recolha do sangue, consultas médicas, farmácia e armazém dos medicamentos, distribuição de alimentos às pacientes malnutridas, diagnósticos e terapia das infecções oportunistas.

O novo centro representa o empenho cada vez crescente de DREAM ao lado do sistema de saúde moçambicano na luta contra a infecção por HIV, em particular, na óptica de anular o número de novas infecções nos recém-nascidos e reduzir a mortalidade materna, não só em Matola, mas em todo o país.

O Centro foi realizado graças ao contributo da Embaixada do Japão em Moçambique, da Fundação Total, da Cooperação Flamenga, da Fundação Charlemagne e da Senhora Katrin Haub.

Foi inaugurado pela vice-ministra da Saúde que agradeceu a Comunidade de Santo Egídio não só pela nova estrutura, mas também pela batalha realizada ao longo dos anos para que em Moçambique fosse possível o acesso universal aos tratamentos contra a SIDA. Além disso, explicou como o Programa criou um modelo de tratamento de sucesso, graças ao envolvimento activo dos doentes, modelo que o Ministério da Saúde adoptou hoje para o replicar nas suas estruturas com o apoio de DREAM.

A inauguração também foi ocasião para a assinatura de um acordo de parceria com a companhia telefónica moçambicana Mcel que, na pessoa do seu Administrador Delegado Teodato Hunguana ofereceu o acesso gratuito à internet e uma linha verde à qual todos os pacientes podem aceder para chamarem o centro em caso de necessidade. E ainda, uma linha telefónica que permite ao pessoal sanitário mandar SMS ou chamar os pacientes para lhes recordar os encontros. É um sinal de um desafio sempre crescente para DREAM, o de envolver as grandes empresas moçambicanas para assegurar a sustentabilidade do tratamento de tantos doentes.

Grande comoção de todos, no momento do descerramento da placa com a qual se dedica o centro a Ana Maria Muhai, uma mulher corajosa que lutou, testemunhou e acreditou que o programa DREAM pudesse, de um “sonho”, tornar-se em realidade e futuro de muitos doentes de Moçambique.

 

 

 

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O Vice-ministro do Desenvolvimento Económico Carlo Calenda e os empresários italianos visitam o centro Dream de Maputo: ”uma excelência italiana, exemplo de empreendedorismo”

De 19 a 21 de Maio, o Sistema Itália realizou uma missão empresarial em Moçambique. O Fórum económico Itália Moçambique foi promovido pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Desenvolvimento Económico italianos e por diferentes autoridades moçambicanas entre as quais o Ministro da Indústria e do Comércio Armando Inroga.

A chefiar a delegação, o Vice-ministro do Desenvolvimento Económico Carlo Calenda e Paolo Zegna, presidente do Comité técnico para a internacionalização da Confindustria. Participaram 80 empresas, seis associações de categoria e cinco bancos.

Esta é considerada uma das mais importantes missões da Itália num país da África subsaariana; Moçambique suscita um notável interesse enquanto País dinâmico com grandes recursos e um potencial de desenvolvimento que cresce ao ritmo de 8% por ano.

O Vice-ministro Calenda propôs aos empresários italianos uma visita ao Centro DREAM de Maputo como exemplo de empreendedorismo, de qualidade e de excelência italianas, centro que tinha visitado no passado mês de Agosto.

O clima cordial criado pelos pacientes e pelos operadores, a beleza do centro, a excelência do serviço, o diagnóstico avançado completamente gratuitos, suscitaram entusiasmo e desejo de escutar.

Os empresários, reconhecendo no Programa DREAM uma excelência italiana, sentiram-se encorajados em investir em Moçambique e a suster o desenvolvimento de DREAM no País. Com efeito, numerosos foram os empresários que manifestaram o desejo de uma aliança entre DREAM e os empresários italianos.

A visita durou mais dos que o previsto: muitos comprometeram-se a apoiar de várias maneiras o trabalho de Dream em Moçambique, realçando que Dream “representa a parte boa da Itália, a que nos enche de orgulho, a que faz falar bem de nós também no estrangeiro”.

 

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Moçambique: Assinado um acordo com o Instituto Nacional da Segurança Social (INSS)

No dia 17 de Março, foi assinado em Maputo, um acordo de colaboração entre o Programa DREAM e o INSSP (Instituto Nacional da Segurança Social) para o tratamento dos funcionários e dos reformados do Instituto com HIV.

O programa DREAM acolherá os funcionários do Instituto e, ao mesmo tempo, realizará encontros de sensibilização e de prevenção da SIDA com os funcionários do INSS.

Por seu lado, o INSS disponibilizará aos doentes o apoio nutricional de que necessitam. 

O Instituto Nacional da Segurança Social em Moçambique desenvolve uma acção mirada a apoiar os trabalhadores em situação de falta ou de perda do trabalho e a apoiar os familiares do funcionário em caso de morte. Além disso, a obra social e no campo da saúde do Instituto está orientada para a assistência financeira e a participação em instituições públicas ou privadas que operam no campo da saúde e social. O tratamento dos funcionários com HIV/SIDA apoiará situações de vulnerabilidade, assegurando as melhores condições de saúde. Além disso, o acordo com o Programa DREAM ajudará a difundir uma cultura diferente e a transmitir uma nova esperança de vida, ainda que seropositivos.

Actualmente o INSS de Maputo consta com mais de 14 mil reformados e de 160 funcionários.

A esperança, afirma Edilson Munguambe, delegado do INSS para a cidade de Maputo, é que essa iniciativa se possa alargar a outras zonas do país para criar um círculo virtuoso de informações sobre a luta contra o HIV/SIDA.  

O acordo representa um ulterior passo para a frente na ajuda e no apoio da Comunidade de Santo Egídio a Moçambique contra a SIDA e o estigma.

Ao mesmo tempo, representa o reconhecimento de DREAM como modelo de tratamento acessível a todos e repetível em todo o país. 

http://inss.webmasters.co.mz/

 

 

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DREAM: há 12 anos nascia o sonho

O mês de Fevereiro assinala um evento importante: de facto, em Fevereiro de 2002 foi introduzida a terapia anti-retroviral no Centro DREAM de Machava no Maputo, o primeiro Centro DREAM de Moçambique e de toda a África. DREAM nasceu nos anos em que a terapia anti-retroviral já se tinha difundido no ocidente mas parecia ainda uma longínqua esperança para a África; ninguém acreditava que fosse possível um tratamento para os doentes africanos, a resignação, a sensação de impossibilidade, as reais dificuldades de realização em contextos pobres como os africanos, tudo isso tornava o tratamento em África apenas um sonho longínquo. Mas a Comunidade de Santo Egídio foi a primeira a decidir acolher aquele sonho e foi assim que nasceu o programa DREAM. Desde então, DREAM tem oferecido a possibilidade de tratamento da SIDA em África com os medicamentos anti-retrovirais que, introduzidos no ocidente já em 1996, transformaram a SIDA de uma condenação à morte numa doença crónica com que é possível conviver. A intuição de DREAM foi a de não excluir ninguém do acesso a standards terapêuticos de excelência, uma vez que a grande maioria das pessoas HIV positivas vivia e vive em países em vias de desenvolvimento, onde se pensava que fosse impossível introduzir os protocolos de tratamento ocidentais.

O programa DREAM demonstrou o contrário: é possível tratar a SIDA em África e demonstram-no as dezenas de milhares de doentes em terapia, com percentagens de adesão aos tratamentos mais altas das ocidentais; demonstram-no as 23.500 crianças nadas saudáveis de mães seropositivas, as mais de 230.000 pessoas assistidas, as cerca de 2.000 gravidezes actualmente seguidas, as mais de 1.500.000 de pessoas que desfrutaram do programa nos 40 centros de day hospital e nos 20 laboratórios de análise clínicas dos 10 países africanos onde hoje DREAM está presente.

Aquele modesto início na periferia de Maputo marcou uma viragem na história do tratamento da SIDA: pela primeira vez, chegava ao continente africano um programa que mirava ao tratamento dos pacientes seropositivos e à eliminação da transmissão materno-infantil do vírus. Uma viragem que demonstrou amplamente depois, a viabilidade do tratamento em contextos com recursos limitados. DREAM criou um modelo de tratamento da SIDA e de prevenção da transmissão materno-infantil do vírus HIV em contextos africanos que alcançaram até agora, metas nunca alcançadas noutros lugares. Um modelo reprodutível em África, em áreas urbanas, semi-rurais e rurais, onde vive cerca de 70% de toda a população mundial afectada pelo HIV/SIDA.

Tudo isso iniciou precisamente em Machava e é aqui, no “centro mãe”, que sábado, 1 de Fevereiro, foi celebrado o décimo segundo aniversário do programa DREAM.

Já na parte da manhã chegaram os médicos, os enfermeiros, os activistas que todos os dias, nesta “pequena casa” ao lado do hospital público especializado no tratamento da tuberculose são tratados os doentes de SIDA. Juntamente a muitos amigos deles, antigos e novos membros da “família DREAM”.

 

A história dos últimos 12 anos revive nas palavras da doutora Noorjehan Abdul Majid, o primeiro médico moçambicano do programa DREAM que, precisamente no hospital de Machava, onde trabalhava, encontrou em 2001 os médicos da Comunidade. Recordando aquele período Noorjehan conta a dor de não conseguir tratar os doentes de tuberculose que lhe eram confiados e que morriam ao ritmo de 5-6 por dia; a frustração de não poder fazer o teste do HIV porque, apesar de conhecer os anti-retrovirais, não era possível utilizá-los em Moçambique; a descoberta, depois do encontro com o nascente programa DREAM, que 90% dos seus pacientes era seropositivo e morria precisamente pela falta de tratamentos adequados…

A partir daquele Fevereiro de 2002, daquele sonho perseguido com tanta tenacidade, nasceram muitas histórias de ressurreição, de regresso a uma vida normal e cheia de sonhos para o futuro.

Desde a “pequena casa” de Machava muito caminho se fez, com a introdução do protocolo de prevenção vertical que permitiu a milhares de crianças de nascerem saudáveis de mães seropositivas e, depois, com a multiplicação dos centros DREAM, em Moçambique e noutros 9 países africanos.

Tudo isso não teria sido possível sem a ajuda e o empenho pessoal de muitos, africanos e europeus aliados para transformarem o futuro de um continente. O pensamento de todos vai a Ana Maria Muhai, primeira activista do programa DREAM, durante 10 anos o rosto e a voz incansável de muitos doentes, que faleceu recentemente.

Muitas coisas poderiam ser ditas e contadas, o tempo passa velozmente recordando estes doze anos de lutas e de sucessos, de paixão e de fé. Mas, depois das palavras ainda há a vontade de ficarmos juntos, para festejarmos e expressarmos com cânticos e danças a alegria e a gratidão por uma vida e uma família nova que muitos encontraram precisamente no momento mais difícil da vida deles.

Ao despedir-se, o agradecimento à Comunidade de Santo Egídio de Florentina, a primeira enfermeira a trabalhar no programa: “obrigado à Comunidade, do mais profundo do coração, em nome dos moçambicanos… sem DREAM o que teria sido de nós! Viva a grande casa de Machava! Viva DREAM!”

 

 

 

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Delegação da ENI visita DREAM

Moçambique conquistou nestes últimos dois anos as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo por uma série de descobertas de gás natural na parte setentrional do País feitas, sobretudo, pela Eni, o ente nacional de hidrocarbonetos italiano. As reservas estimadas de gás natural são notáveis, de grande interesse para a exportação de gás líquido, sobretudo, para o Extremo Oriente.

São muitos os italianos que, nestes últimos anos, por este motivo, vêm trabalhar em Moçambique. Em várias ocasiões, os representantes de DREAM no país encontraram-se com os responsáveis do projecto ENI. Nasceu assim, o interesse de visitar e conhecer melhor o trabalho de DREAM. Com efeito, há alguns dias, uma delegação chefiada pelo Health Manager Eni para a East Africa, Abelardo Chacon, visitou em Maputo o Centro para a Criança do programa DREAM.

A delegação encontrou-se com o pessoal do centro que explicou o trabalho que se realiza não só em Maputo, mas também nas várias províncias de Moçambique, sobretudo, com o objectivo de ajudar o país para que seja anulada, o mais rapidamente possível, a transmissão do vírus do HIV da mãe para a criança. Muitas as mães que mostraram os próprios filhos que nasceram saudáveis e contam a felicidade de uma vida renascida para elas e para toda a família. A delegação também ficou muito marcada pela organização capilar do Programa e pelo profissionalismo dos seus operadores.

A visita terminou com o pedido de conhecer melhor as outras iniciativas da Comunidade de Santo Egídio no país e de se encontrarem em breve.

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Matola, Moçambique – Um carregamento de ofertas para o centro nutricional

Ivan Velhanos e a sua linda família – Evan, Elis e Vanessa -, transformaram o último sábado numa linda festa no Centro Nutricional da Comunidade de Santo Egídio na cidade de Matola, perto de Maputo. Chegaram carregados de prendas: duas máquinas de costura novinhas em folha, três panelonas, esteiras e tecidos. “O vosso gesto enche-nos o coração de alegria”, comentou Ivone, uma das activistas responsáveis pela cozinha que prepara todos os dias a comida para centenas de crianças.

Ivan é um jovem empresário moçambicano que quis visitar o centro e demonstrar o seu afecto pelo que é feito em prol das crianças de Matola. “Comovi-me. Todos nós devemos demonstrar o próprio afecto e o próprio reconhecimento. Como dever de responsabilidade por quem é mais necessitado”.

As máquinas de costura e o tecido servirão à alfaiataria, uma das actividades do centro que esperamos se possa tornar em breve numa alfaiataria profissional. Um dos sonhos das activistas do programa DREAM!

As panelas de 100 l cada são para a grande cozinha. E as esteiras são para as crianças da creche que repousarão, depois do lanche, mais comodamente.

“Obrigada. Ivan. Torcemos para que aceites, juntamente com a tua família o convite para o almoço de Natal!”, disse Ivone, depois da sessão fotográfica.

Depois, todos a brincar no prado. Escorrega e baloiço para todos!

 

 

 

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