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Category Page: Rep. Dem. del Congo

R. D. do Congo: visita do Ministro da Saúde ao centro DREAM de Kinshasa

No passado dia 5 de Fevereiro de 2011 o Ministro da Saúde Dr. Victor Makwenge Kaput acompanhado por uma delegação de dirigentes do Plano de Saúde Nacional visitou o Centro DREAM de Kinshasa.

O centro, já prestes a abrir, consta de um grande day-hospital para os doentes e de um grande laboratório de biologia molecular, para a monitorização da infecção por HIV/SIDA.

O Ministro ficou muito impressionado pela funcionalidade e pelo tamanho da estrutura que poderá acolher um grande número de doentes e responder, assim, à necessidade relevante de uma cidade como Kinshasa, onde vivem mais de 10 milhões de habitantes e, estima-se, mais de 500 mil doentes de SIDA.

Além disso, já se comprometeu em ajudar DREAM, facilitando a chegada dos fármacos antiretrovirais, para o início da actividade e acelerar os últimos processos burocráticos para que o centro possa abrir o mais rapidamente possível.

No fim da visita o Ministro concedeu uma entrevista à Televisão Nacional, reafirmando a importância que a aliança com DREAM terá no futuro do tratamento dos doentes no país.

 

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Mbandaka, R. D. do Congo – Nasceu a primeira criança da prevenção “vertical”.

O centro DREAM de Mbandaka está a crescer rapidamente. Com quase mil pessoas que se submeteram ao teste e mais de cem pacientes a cargo está a entrar com a força de uma boa notícia na vida de uma cidade na floresta equatorial que parecia abandonada por todos.

Que se trate de um evento, demonstra-o também a visita da irmã gémea do presidente Kabila, Jeannette Kabila, que é presidente da Fondation Mzee Laurent Desiré Kabila, uma organização humanitária que trabalha também a favor do tratamento da SIDA nas crianças.

Jeannette, que também é um conselheiro de peso no staff do presidente, ficou impressionada pela qualidade do laboratório de biologia molecular e pela excelência dos tratamentos fornecidos aos pacientes, entre os quais já se contam cerca de quinze crianças.

Entre elas, Moise, um bebé com pouco mais de um ano, mas ligeiro quanto uma criança de poucos meses: ligadíssimo à vida que perscruta e saboreia com os seus grandes olhos vivazes e curiosos. Com as terapias, retomou vigor e recomeçou a comer.

Destes dias, é também a chegada no centro de uma outra criança, neste caso, saudável, porque é a primeira a nascer graças à prevenção vertical (a terapia oferecida à mãe grávida).

A alegria da mãe em ter dado à luz uma criança sã, apesar da própria doença, foi um dos mais lindos sinais de esperança entre os que se viveram no centro.

E são estes sinais que falam a uma população como a de Mbandaka, que pouco fala e ouve falar da SIDA, temendo-a como uma doença sem solução. A presença de DREAM, de um tratamento totalmente gratuito num país onde tudo se paga, reabre a perspectiva de se poder libertar de um flagelo até agora vivido em silêncio, de poder mudar a própria história e o próprio destino

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Kinshasa, R. D. do Congo
Dão-se os primeiros passos para um futuro centro DREAM

O velho apelido era Kin “la belle”. Linda pelos jardins, pelas largas avenidas, pelas vivendas, pela vista sobre o rio Congo e, sobretudo, pela ligeireza da vida nocturna, animada pelas noites do rumba congolês anos 60, uma escola melódica capaz de se irradiar rapidamente por toda a África do centro-sul e de influenciar até hoje a expressão musical (pelo que toda esta parte do continente aprendeu a dizer Bolingo nalingi yo, em lingala, para dizer “amo-te meu amor”).

Hoje em dia, não é fácil encontrar vestígios desta beleza em Kinshasa.

Ao longo dos últimos decénios, ondas de emigrantes provenientes da imensa província congolesa e, depois, de deslocados abateram-se na capital, na esperança de encontrarem trabalho, serviços decentes, uma vida menos isolada e insegura.

O número de habitantes de Kinshasa ronda actualmente os dez milhões.

Mas, o que é que significa viver numa cidade como esta?

 

 

As estradas estão todas esburacadas, perenemente engarrafadas, insuficientes para acolherem as centenas de milhares de automóveis, autocarros, camiões, meios de transporte de todo o género que circulam numa nuvem de pó e de poluição. A densa teia de casebres só em parte é servida pela água corrente ou pelo serviço de esgotos. Com muita dificuldade, a energia eléctrica consegue chegar aos bairros com um grande atraso em relação à expansão da metrópole.

Nem sempre os pais conseguem assegurar aos próprios filhos um nível de escolaridade elementar, nem o acesso aos serviços sanitários. Tudo deveria ser gratuito, mas tudo é a pagamento, visto que professores e operadores sanitários lamentam vários meses de ordenado não pagos pelo Estado. Na falta, quem paga são os concidadãos, os utilizadores do serviço.

“A vida é difícil, é dura”. É um Leitmotiv que se ouve, falando com as pessoas. Quem pode, se debrouille, arranja-se; quem não pode, entra num círculo perverso que o arrasta sempre, cada vez mais, para baixo. E para as crianças é ainda mais difícil: em Kinshasa o número de crianças que vivem na rua é incalculável e todas estão expostas à violência e aos perigos de uma vida sem um tecto e pontos de referência.

Num contexto do género, as boas notícias têm um valor ainda maior. São uma resposta a uma procura muda, a uma invocação inexpressiva, ao fortíssimo desejo nos congoleses de poderem viver sinais e espaços que refutem o difuso sentimento de decadência.

Na verdade, há um orgulho congolês que se sente entre as pessoas e que se transforma em dignidade, discurso alto e elevado, recusa de toda e qualquer rendição, consciência das próprias potencialidades. Que se manifesta na vivacidade da vivência quotidiana, na música, na alegria de viver, apesar de tudo. Que se manifesta na força com que se enfrentam as dificuldades, assim como na vontade de ver reacender a esperança.

Eis então, que a compra do vasto terreno onde surgirão um centro de prevenção e de tratamento e um laboratório de biologia molecular DREAM também em Kinshasa (a zona escolhida é a de Bibwa, uma zona periférica, mas não muito, facilmente acessível para quem vem das grandes zonas populares da cidade) despertou o entusiasmo de muitos, ofertas e propostas de colaboração.

O acordo assinado em Novembro passado entre as Irmãs da Imaculada Conceição e DREAM para a gestão do futuro centro de Kinshasa foi um momento de grande alegria, de confiança na ressurreição do Congo.

A congregação já tinha decidido, durante o próprio último capítulo geral, enfrentar o problema SIDA na capital congolesa, mas tinham surgido muitas, demasiadas, dificuldades. O encontro com DREAM, a sintonia com quem há muito, encontrou um percurso original e eficaz para responder às necessidades de muitos doentes, revelaram-se uma ocasião feliz para realizar, finalmente, os próprios projectos.

A determinação das irmãs e a esperança suscitada por DREAM prosseguem, portanto, conjuntamente, para voltarem a dar felicidade a quem vive em Kinshasa, para desenharem um futuro melhor relativamente à nostalgia do passado para a capital congolesa e para todo o país.

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Mbandaka, R. D. do Congo
Visita dos bispos da província do Equateur ao centro DREAM

Recentemente, o arcebispo de Mbandakà-Bikoro Mons Joseph Kumuondala e todos os bispos da enorme província congolesa do Equateur visitaram o centro DREAM de Mbandaka.
 
Com satisfação, foram apreciadas a modernidade e a qualidade das estruturas e do laboratório. “Pelo menos neste campo”, afirmaram os bispos, “a província do Equateur poderá finalmente vangloriar-se de algo de único e de tecnologicamente avançado, em prol de todos os que aguardam à demasiado tempo uma possibilidade de tratamento e de cura”.

 

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Mbandaka, R. D. do Congo
Visita do Presidente da República ao centro DREAM

O Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, acompanhado por uma delegação numerosa, formada por ministros do Governo Central, pelo Vice-presidente do Senado, pelo Governador da Província do Equateur e por todos os ministros provinciais, visitou o novo centro DREAM de Mbandaka.

O Presidente, demorou-se, em particular, no laboratório de biologia molecular onde o pessoal DREAM teve oportunidade de lhe mostrar os equipamentos, ilustrando a sua utilização e as potencialidades. Grande foi a satisfação do Presidente e do seu entourage por esta maravilha de modernidade no coração da floresta equatorial.

O Presidente inteirou-se também sobre os problemas muito sentidos em Mbandaka, tal como a falta de energia eléctrica e empenhou-se em continuar a seguir os passos futuros de DREAM na província e no país.
 

 

 

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Do discurso da Irmã Wivine Kisu, das Filhas da Caridade, na inauguração do Centro Dream de Mbandaka, R.D. do Congo

Este Centro DREAM, é o resultado de um longo processo de discernimento e de uma história que se chama Amor. Enquanto muita gente e muitos organismos do mundo mostram um grande pessimismo em relação ao Continente africano, relativamente ao tratamento das pessoas que vivem com o vírus da SIDA, a Comunidade de Sant’Egidio, manifestou um grande interesse e o seu protocolo de excelência utilizado pelo programa DREAM demonstrou precisamente o contrário. O sucesso do trabalho realizado em colaboração com as Filhas da Caridade no hospital de Chokwé em Moçambique, levou, em 2005, após reflexões e discernimento, a Companhia das Filhas da Caridade a empenhar-se numa parceria com a Comunidade de Sant’Egidio para um melhor serviço a favor dos nossos irmãos e irmãs que sofrem pela síndrome de HIV.

O nosso fundador, Vincent de Paul dizia às Filhas da Caridade: “Dez vezes por dia, ireis visitar os pobre e dez vezes por dia, encontrareis Deus”. Deste modo, apoiava-se no Evangelho de Mateus 25, 40: “todas as vezes que fizestes isto a um dos menores dos meus irmãos, foi a Mim que o fizestes”. Foi este o motor da sua acção para com os pobres do seu tempo na França do século XVII, porque os Pobres eram, segundo uma sua própria expressão, «o seu fardo e a sua dor». A segui-lo, nós, as Filhas da Caridade, esforçamo-nos de fazer nosso aquele dinamismo que o caracterizava, para levar ajuda e conforto aos nossos irmãos e irmãs que sofrem. … Este é o carisma das nossas duas comunidades que nos aproximou ainda mais, para viver aquele dinamismo descrito por um membro de Sant’Egidio como uma “aliança com os Pobres”.

E vós, irmãos e irmãs Congoleses, todos os colaboradores deste centro DREAM, vós, prezadas Irmãs, Filhas da Caridade da Província do Congo, em nome do ideal Vicentino, queirais levar muito alto “com a qualidade, a competência, o respeito da pessoa, a bondade e a compaixão” este serviço em prol dos nossos irmãos e irmãs que vivem com o HIV-SIDA. Amai qualquer doente que venha ter convosco, porque o amor dá e restitui a esperança e reacende na pessoa que sofre um novo hálito de vida. Que nenhum erro por descuido ou qualquer outra motivação venha a desiludir as esperanças que os doentes e nós mesmas depositamos em vós.

Soeur Wivine Kisu
Fille de la Charité

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